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 O Concurso

O nome Queima do Alho é dado a tradição da culinária típica das comitivas de peões de boiadeiro e virou uma das principais atrações da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. O cardápio é composto de arroz carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne e churrasco. A comida é feita em fogão improvisado, bem próximo ao chão. Há um concurso culinário, realizado no espaço especialmente feito para isso, chamado Ponto de Pouso, em que o vencedor é o cozinheiro que prepara a melhor refeição à moda dos tropeiros, no menor espaço de tempo. Na capital, o concurso entre às comitivas é realizado em 6 (seis) etapas e o campeão do ano, representará na queima do alho oficial de Barretos no ano seguinte. Veja o regulamento no menu principal.




DIA 23 DE NOVEMBRO - DOMINGO



 
 

São José do Rio Preto - Atualizado há 1 dia
Harlen Félix

Guilherme Baffi

A cultura do berrante tem vida longa, apesar de pouca gente mergulhar na essência dessa arte sertaneja. Mas, como dizia minha avó, coisa boa não dá ‘toicera’, só fiapo - Cláudio Moretto Bertelli, berranteiro

Cultura do berrante sobrevive com nova geração

Conduzir centenas de bois por um percurso de terra repleto de obstáculos como rios e matas fechadas e de perigos como onças e cobras era uma tarefa que exigia força, coragem e sabedoria dos peões de boiadeiro que cruzaram o sertão paulista na virada do século 20. Nessa logística tipicamente sertaneja, o berranteiro tinha um papel importante, sendo o responsável por garantir a comunicação entre a tropa ao longo do caminho por meio do som de seu berrante. Fenômeno socioeconômico que mais influenciou a cultura do interior de São Paulo e de estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, as tropas de peões de boiadeiro foram substituídas pelos caminhões na dinâmica da cadeia produtiva da carne. 

No entanto, seu legado cultural permanece vivo pela música, pela culinária e pelos costumes. Hoje, o som do berrante remete a um passado que faz parte do DNA do povo do sertão paulista, sendo uma das manifestações mais representativas da cultura popular. Na região de Rio Preto, a cultura do berrante é compartilhada com as novas gerações. Longe das boiadas, o instrumento, que também é conhecido como corneta e buzina, ganhou lugar de destaque nas festas de peão. Na mais importante delas, a de Barretos, um concurso atrai berranteiros de todos os cantos do País, que são desafiados a fazer com perfeição os diferentes toques de berrante que guiavam a boiada nos tempos de "estradão". 

Para Alceu Garcia, 66 anos, de Barretos, o berrante representa um capítulo importante de sua vida, remetendo a um tempo em que acompanhava a tropa comandada pelo pai entre norte e sul do País. Já para Cláudio Moretto Bertelli, 39, e Pedro Henrique Biondo Matias, 20, o berrante é uma arte a ser dominada e uma cultura a ser reverenciada pelas riquezas que deixou para a região. Com o pequeno Felipe Matos, de apenas 5 anos, a tradição tem sua continuidade garantida. "A cultura do berrante tem vida longa, apesar de pouca gente mergulhar na essência dessa arte sertaneja. 


Assista à videorreportagem 

 


Mas, como dizia minha avó, coisa boa não dá toicera, só fiapo", poetiza Bertelli, que se encantou pelo berrante na infância, ao ver a novela "Paraíso", em 1982, que explorava o universo da cultura sertaneja. Assim como a moda de viola, os pratos da queima do alho e as expressões do vocabulário caipira, o som do berrante é uma genuína manifestação de uma cultura que nasceu na estrada, nas paradas em vilas rurais, nas noites de sono sob o luar. "É um estilo de vida que me encanta. 

A cultura sertaneja tem muita força na região e eu sou apaixonado por ela", declara Matias, um jovem estudante de engenharia civil que virou berranteiro por influência dos avós. "Ver essa gente nova se interessando pelo berrante é uma grande satisfação para mim. O berrante é uma cultura que precisa ser valorizada e continuar viva entre nós", enaltece Garcia, que sempre pede a Deus fôlego para continuar tocando seu berrante.
Guilherme Baffi

Pedro Henrique Matias, 20 anos, estudante de engenharia, e Cláudio Moretto Bertelli, 39, representam diferentes gerações de berranteiros

Linguagem do 'estradão'

Na história da humanidade, o uso de cornetas feitas de chifres está presente na cultura de inúmeras civilizações. Os sons produzidos pelo instrumento compõem a linguagem original de um povo, sendo importante mecanismo de comunicação ao longo dos séculos. Na cultura caipira, a sonoridade do berrante relaciona-se não apenas com os peões da comitiva, mas com os próprios animais, que reagiam aos estímulos produzidos pelo som do instrumento, feito de chifre de boi. 

"Descobrir o som é relativamente simples. A arte é conseguir dominar suas variações", opina Cláudio Moretto Bertelli, que conseguiu dominar o berrante na convivência com berranteiros nos concursos da festa de Barretos. Em um concurso de berrante, os concorrentes têm de apresentar os quatro toques tradicionais do instrumento, que compõem a linguagem sonora do "estradão" caipira (veja quadro), além de demonstrar seu talento com toques livres, conhecidos como floreios. 

"Participar de um concurso já é uma grande honra. Eu nunca toquei uma boiada na vida e acho incrível estar perto de gente que viveu isso na pele", relata Pedro Henrique Biondo Matias, que neste ano ficou em terceiro lugar no concurso de Barretos. Além dos concursos, os berranteiros são sempre requisitados para participar da cerimônia de abertura do rodeio em festas de peão da região de Rio Preto e também de outros tipos de eventos. 


Os toques do berrante

Toque de saída


É o toque que avisa a tropa para preparar a boiada para iniciar ou retomar a viagem após uma parada

Toque estradão


A expressão "estradão” remete a lida na estrada na cultura tropeira. Como as viagens eram longas, esse toque servia para reanimar a boiada para aguentar o percurso

Toque rebatedouro


Durante o percurso da tropa, é muito comum que algum boi saia do comboio e tente fugir. Esse toque é um aviso para o peão de que algum animal escapou e precisa ser resgatado. É comum relacionar esse toque ao estouro de boiada, o que é errôneo. Até porque um peão não conseguia tocar o berrante quando havia um estouro de boiada

Toque queima do alho


Esse toque soa com sabor nos ouvidos dos peões, pois é o aviso de parada para o almoço e a janta, sempre regados a carne serenada, feijão gordo, farofa de paçoca e arroz tropeiro

Toque livre ou floreio


Nos concursos de berrante, esse é o momento em que o berranteiro mostra seu talento com o instrumento. Na época das boiadas, era comum o berranteiro criar toques originais para galantear uma moça ao passar em uma vila rural ou até mesmo saudar um amigo peão que morreu
Thaísa Fernandes Fotografias/Divulgação

Felipinho precisa de ajuda para segurar o berrante, mas já toca como gente grante

Berranteiro mirim tem até patrocinador

O pequeno Felipe Matos, de 5 anos, morador de Osvaldo Cruz, é uma espécie de talento prodígio do berrante. Ele, que sempre precisa da ajuda de um adulto para segurar o instrumento em suas apresentações, já conta com diversos patrocinadores e faz sucesso em festas de peão e outros eventos realizados no interior paulista. Aos 2 anos, Felipinho já impressionava participando de provas dos três tambores. Depois que ganhou uma pequena corneta de um amigo da família, não largou do instrumento até conseguir arrancar um toque dele. 

"Ele começou a dominar o berrante com uma naturalidade que nos impressionou. Tocar berrante é um dom de Deus", orgulha-se a mãe do pequeno berranteiro, a empresária Vanessa Matos. Felipinho é a garantia da continuidade de um costume popular que vem sendo compartilhado de gerações para gerações. E foi também na infância, com uns poucos anos a mais que Felipinho, que o berranteiro Alceu Garcia, hoje com 66 anos, foi conquistado pelo som mágico do berrante. Berranteiro mais premiado nos concursos da festa de peão de Barretos, Garcia viveu cruzando o interior do País na década de 1940, quando o pai comprou uma comitiva com 20 burros e 10 peões. 


Assista ao vídeo com Felipinho Berranteiro




Em uma de suas viagens mais marcantes, a comitiva conduziu 1,3 mil cabeças de gado de Salvador (BA) até Cardoso, a 127 quilômetros de Rio Preto. Em 1978, Garcia foi convidado para participar das gravações do filme "Mágoa de Boiadeiro", conhecendo de perto o cantor Sérgio Reis. "Naquela época, a cultura sertaneja estava no auge, e o Sérgio Reis fazia sucesso com a música 'O Menino da Porteira'. Foi uma experiência maravilhosa na minha vida", relembra.
Aquino José/Divulgação

Alceu Garcia, 66 anos, é o berranteiro mais premiado na história do concurso de Barretos. Começou a tocar ainda criança, acompanhando as comitivas do pai, nos anos 1940



Garcia é uma espécie de mestre para as novas gerações do berrante, que na região tem representantes como Cláudio Moretto Bertelli, 39 anos, natural de Formosa d'Oeste (PR), e Pedro Henrique Biondo Matias, 20, da cidade de Orindiúva. Mais que tocar berrante, Bertelli se dedica à confecção do instrumento e de outros objetos que compõem a tralha de peão, como guaiacas (cintos), bruacas (caixas para guardar utensílios), entre outras peças.

Nascido e criado em sítio, Bertelli conta que o berrante é feito do chifre do boi, também conhecido como guampa. "Para se fazer uma buzina (berrante), são necessárias duas guampas ou mais", explica ele, que aprendeu o ofício na prática, em contato direto com o povo tropeiro. Apesar de vivenciar o berrante nos eventos que garantem a manutenção da cultura caipira, Bertelli conta que ainda há tropas cruzando com a boiada em outras regiões do Brasil. "Há ainda comitivas no norte do País, principalmente em regiões onde é difícil de se chegar com caminhão."

Amigo de Bertelli nos concursos de Barretos e padrinho de Felipinho na arte do berrante, Matias é um estudante de engenharia civil que chama a atenção dos colegas da faculdade Dom Pedro pelo jeito tipicamente sertanejo de se vestir. O jovem mergulhou na cultura do berrante há quatro anos, quando ganhou um instrumento dos avós. Aos 18 anos, chegou a fugir de casa e viajar sozinho a Barretos para participar do concurso de berranteiros. Tem como padrinho o popular Bacuri, 61, de Novo Horizonte, responsável pela comitiva de queima do alho Saudade de Corredô e um dos grandes entusiastas da cultura popular na região de Rio Preto.


Assista ao vídeo com o berranteiro Alceu Garcia





"Meus amigos de faculdade até acharam estranho quando me viram de chapéu pela primeira vez na aula. Sempre tem gente que faz piada, mas hoje eles reconhecem o respeito e a admiração que tenho por essa cultura", comenta Matias. Na internet, o jovem compartilha vídeos com dicas para dominar os diferentes toques do berrante. E foi por meio desses vídeos que Felipinho conheceu Matias e aprendeu um pouco mais sobre o instrumento que ainda mal consegue segurar sozinho. Todos eles são o orgulho do berranteiro Garcia, que tem a certeza que a cultura do berrante nunca morrerá pelo encanto que desperta nas pessoas.


Na Música

O berrante inspirou a moda de viola, a manifestação musical da cultura caipira. Veja algumas canções que reverenciam o instrumento

Triste Berrante


De Adauto Santos Que lindo quando a gente ouvia, distante | O som daquele triste berrante | E um boiadeiro a gritar

Berrante da saudade


De Nonô Basílio Repica, moço, esse seu berrante | Que nesse instante, eu choro com vontade | Porque ouvindo esse som do berrante | Recordo do meu pai e choro de saudade

O Berrante de Madalena


De Faísca Estou chegando tocando o meu berrante | Tenha juízo, ó meu grande amor | Eu vim do céu para salvar a boiada | Cumprindo ordens do Nosso Senhor

Boiadeiro Errante


De Teddy Vieira Toque o berrante com capricho Zé Vicente | Mostre para essa gente o clarim das alterosas

O menino da porteira


De Sérgio Reis Obrigado, boiadeiro, que Deus vai lhe acompanhando | Pr’aquele sertão à fora meu berrante ia tocando







FINAL QUEIMA DO ALHO EM BARRETOS/14
COMITIVAS TOURO INDOMAVEL (BULLY BULL'S) E CAPIAU 
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SELETIVA QUEIMA DO ALHO EM BARRETOS/14
COMITIVAS VAGAR CA PINGA E MONTANA

















 
Final circuito queima do alho/2008


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